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14/08/2007 00:35
Ainda tomo vergonha e passo isso aqui para o novo...
enviada por Baiano
20/02/2007 13:48
Carnaval 2007.
Furada.
enviada por Baiano
24/07/2006 12:33
teste
enviada por Baiano
09/02/2006 16:25
Ou não... :)
[]´s
enviada por Baiano
01/11/2005 14:02
Não sei porque eu tenho isso de guardar as coisas.
Tenho que aprender a despachá-las...
[]´s
enviada por Baiano
26/08/2005 19:32
Gosto muito de você
Mas voce não me dá bola
Por isso vou me afogar
Num copo de Coca-Cola
enviada por Baiano
22/07/2005 12:54
Esse bligue continua vivo em função dos arquivos antigos. Quem tiver idéia de como faz e disposição a me ajudar para migrá-los para o soteropolitano.blogspot.com novo, eu agradeço de coração.
E aí?
[]´s
enviada por Baiano
27/06/2005 10:06
Filosofando - No verão, enquanto a formiguinha trabalha, a cigarra canta despreocupada...
E me ocorre que, nesses tempos em que todos conhecemos a fábula revisitada, e no inverno o destino da cigarra é a Europa, os blogues são a arte da formiguinha.
Ainda movemos com a força dos ombros o engenho desse mundo, de segunda a sexta, de nove às seis. Mas nos intervalos do cafezinho, separamos alguns momentos para a nossa luz, e não os milhões, mas cinco ou dez pessoas curtem um minuto dessas cogitações.
[]´s
enviada por Baiano
07/06/2005 13:02
Ficção - Mergulho no escuro.
Ela acabara de acordar no chão, e só sabia que tinha que correr. Olhou pela casa e não achou suas sobrinhas. Onde estavam?
Ela desceu e correu. Correu tanto quanto podiam correr suas coxas desacostumadas. Correu e não se abalou quando começou a subida. Correu com a força de todo o ar que cabia em seus pulmões, sem olhar para trás, sem pensar em parar, sem ligar para a dor.
Em seu encalço, vinham homens em cavalos com espadas, e ela ouvia o barulho ao longe, grave do cavalgar, estridente dos ferros se arrastando em outros ferros.
Sobre o morro havia um céu escuro cortado por úlimos raios vermelhos, tortos das nuvens negras que vinham do mar, havia uma grande cruz branca de mármore, e sob a cruz, no chão, sua irmã limpava sangue. Uma menina que não era sua sobrinha estava ao lado, com olhos loucos. Muito sangue molhava o chão de granito escuro. Sua irmã limpava com panos brancos, que se sujavam em um tom mórbido de rosa claro, e chorava.
- Que sangue é esse?
- Ela não tem útero!
Chorava e apontava para a menina.
Ela ouviu os cavalos, que se aproximavam e correu. Deixou para trás sua irmã e a menina, e torceu para que eles só estivessem atrás dela. Mas não olhou para trás. Não tinha certeza do lado que devia ir. Ela precisava encontrar suas sobrinhas. Desceu para o lado do mar, fugia dos raios de sol vermelhos, se perdia num mergulho escuro. Nunca olhou para trás.
Ele sentia um torpor quase conhecido, mas não se lembrava de ter bebido nada. Ou terá sido éter?
O rádio tocava Simpathy for The Devil e na sua mão estava a primeira lata da qual ele se lembrava, verde, de uma cerveja que ele não conhecia.
Ele andava um pouco mais rápido que a velocidade permitida, que os outros carros. Poucos carros, ainda mais velozes, o ultrapassavam. "I watched with glee while your kings and queens / Fought for ten decades, for the God they made"
Ele não gosta da janela fechada, mas agora ele está com o ar-condicionado ligado e não lembra porquê. Também não lembra para onde está indo, nem se a amava, nem quem era ela.
Ele quer se lembrar, quer desligar o som para se concentrar, quer ouvir a música, toma um gole da cerveja e pensa que o celular está no silencioso, faz a curva da pista e o calor subia pelo seu corpo, abafado, sufocado, molhado de suor. Mas a testa parece estar fria. Ao mesmo tempo ele sente que está muito quente. "But what´s puzzling you is the nature of my game"
O seu braço direito parece preso por alguma coisa e ele se atrapalha para mudar de pista, uma paz muito grande se mistura com uma angústia latente e a outra curva está chegando e ele vê mas é como se estivesse dormindo. O outro braço está na cerveja e ele larga e derrama na sua perna, muito fria, ele leva a mão esquerda ao volante mas não consegue fazer a curva porquê a mão direita não solta do outro lado e não se move, ele não sente câimbra, não entende porquê está presa, e se sente tranqüilo como se outra pessoa fosse girar o volante para ele, ou como se fosse acordar de um sonho, mas cada vez fica mais angustiado enquanto percebe a loucura da sua tranqüilidade e ele já está perdendo a curva, lembra que o nome dela era Laura, e lembra do seu rosto em prantos, e que fechou as janelas e ligou o ar porque sentia calor, e o carro sobe o meio fio e bate forte com o poste, mas ele não sente dor. Cheiro forte de gás por um instante e ele vê as chamas, mas não se sente queimando. Ele ainda ouve "Pleased to meet you / I hope you guess my name". Tudo fica escuro, em silêncio, em paz.
[]´s
(O endereço atual deste blog é http://soteropolitano.blogspot.com)
enviada por Baiano
12/05/2005 10:51
Qualquer coisa - Infâmia.
Eu vivia discutindo com Edda, minha ex, nome para nossos supostos filhos. Esses dias tive "a sacada".
O Fido Dido!
Entenderam?
Essa foi triste.
[]´s
enviada por Baiano
16/04/2005 09:36
Alea Jacta Est = A Léia é uma jaca!
(O endereço atual é esse.)soteropolitano.blogspot.com
[]´s
enviada por Baiano
16/03/2005 09:40
(O endereço certo, atual, é Esse.)
Causo - Terça Feira.
Por acaso eu estava no elevador parado no sexto andar - denominado 2º, por causa das garagens - quando tocou o alarme de incêndio. A ascensorista se negou a continuar no elevador e passou a chave, portanto, tive que pegar a escada.
Desci pro G4, 4º andar, e tirei calmamente minha Xerox. O alarme de incêndio tocou de novo.
A esta altura do campeonato, nenhum dos três elevadores funcionava. Não estava disposto a subir de escada até o 16º. A multidão descia pelas escadas e eu acompanhei. O alarme tocou pela terceira vez. A multidão fazia um burburinho lá fora.
Fui até o café do shopping à frente, comi uma coxinha com catupiry, reparei na bela atendente. Uma colega ao lado se ria de outra, que teve que passar maquiagem antes de descer "fugindo do incêndio".
O dinheiro não dava para mais nada. Voltei à agência, tirei trinta reais. Encontrei Adriano, conversamos um pouco sobre amenidades. Estava voltando para o café, mas ele não quis ir.
Tomei um guaraná, comi um casadinho, voltei para a frente da porta, na sombra.
Esperamos o pessoal da engenharia verificar o prédio todo e re-acionar os elevadores. Voltamos para a terça-feira.
Chiada - Falta.
E se tudo que eu tinha para dizer eu já disse? Ou era o acumulado que possibilitava ser interessante, e agora o que era volumoso é esparso? Poderia levantar a hipótese de que me apurei, mas é xabu: nem na zona de conforto eu consigo me manter atualmente.
Escrevendo isso me lembrei de uma teoria numa mesa de bar, interessante. Nós, velhos, achamos que o tempo passa mais rápido porque temos menos novidades. Quando éramos crianças, sempre haviam novidades e experimentações, que marcavam, como "acontecimentos", e davam importância ao tempo.
Meus dias na semana estão completamente ordinários, e a parte boa é que os fins-de-semana chegam mais rápido.
Os fins-de-semana ordinários.
A impressão, no final, é que a vida está passando "assim".
[]´s
enviada por Baiano
16/02/2005 15:33
Primeira do ano novo no blogue velho que não quero que seja apagado.
Causo - Foi lendo um comentário na Veja...
... sobre um pescador de um desses países afetados pela tsunami. O cara dizia que antes ele tinha medo dos fantasmas no mar, agora era dos cadáveres mesmo. Quase toda rede que ele jogava voltava com um corpo.
Minha mãe revelou mais uma das suas: "Não foi, rapaz? Uma vez eu tava tomando banho de noite no mar lá em Busca Vida e bateu alguma coisa na minha perna... E isso foi um pouco depois da morte de Ulysses Guimarães, né? Eu fiquei paralisada de medo! Nem conseguia olhar ou me desvencilhar do objeto..."
Minha mãe não regula muito bem.
Papo - Para minhas novas legiões de fãs...
... que surgem como verdadeiras hordas arrasadoras, aviso que, como diria o seresteiro, "eu tô carente, eu tô...".
BBB5 - E quem se arrisca...
... a dizer qual seria o motivo de Sammy estar fugindo de Pink daquele jeito? Pink dá um caldo seguro, praça!
[]´s
(O endereço atual é soteropolitano.blogspot.com)
enviada por Baiano
31/12/2004 10:59
Isso aqui tá mais vazio que o Barradão...
[]´s
enviada por Baiano
04/12/2004 22:54
Últimos Serviços
Vai chegar um dia, quando estivermos na transição final do capitalismo selvagem ao ócio criativo, em que regimes especiais de benefícios serão concedidos aqueles que se disporem a executar os Últimos Serviços.
E serão feitos todos os retoques necessários para que o mundo fique ideal, belo e ajeitado para o tão almejado futuro, do paraíso em vida.
Serão inscritos voluntários para aprumar todos os postes, com pás e macacos hidráulicos. Será feito paisagismo nas rodovias federais por viados catarinenses, depois nas estaduais por viados selecionados, e nas municipais, por proeminentes viados locais, e em todas as ruas de todas as cidades e vilas do mundo, por qualquer viado que se proponha a tal feito.
Todos os cachorros de rua serão caçados, mortos, carregados em caminhões para enormes valas, e substituídos por cachorros de raça vacinados, e serão construídos locais próprios para os caninos comerem e sujarem, sem causar transtornos na rua. Eles serão parte da paisagem.
Os gatos serão exterminados totalmente após plebiscito, assim como os pombos e pardais, sobrando mais espaço para outros passarinhos. Haverão voluntários com badogues por todos os lados, e a medida que a dificuldade aumentar em matar e carregar tanto pombo, a recompensa aumentará.
Mas quando mandarem os voluntários para os poços dos elevadores é que se virá, será quando menos se esperar, de onde ninguém imagina. E demolirá toda certeza vã, não sobrará, pedra sobre pedra.
[]´s
O blogue atualmente é esse aqui!http://soteropolitano.blogspot.com/
enviada por Baiano
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